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Lily Nóbrega, sindicalista

Realizou-se no passado dia 22 de Março uma greve geral convocada pela CGTP e apoiada por alguns sindicatos filiados na UGT. Realizou-se num quadro de uma ofensiva particularmente agressiva de chantagem, de ameaça, de "chacota" sobre a utilidade da greve, de repressão arbitrária e violação da lei da greve (como exemplo um dos maquinistas do Lusitânia foi substituído no Entroncamento por um Inspector da CP sem qualificações adequadas, com tudo o que implica para a segurança dos que viajaram nesse comboio), debaixo de uma pressão imensa da perda do dia de salário - que tanta falta faz a quem empobrece todos os dias. Uma greve com uma adesão construída a pulso, local de trabalho a local de trabalho, assente na acção colectiva e em múltiplos exemplos de iniciativa e coragem individual.

Alguns baixaram a cabeça e entraram na fábrica, baixaram a cabeça e conduziram o autocarro, abriram a escola, baixaram a cabeça e pensaram no dia de salário que perderiam, olharam com embaraço os companheiros do piquete, deram-lhes força, deram-lhes razão mas entraram na fábrica. Do que fica, das suas razões, será muito pouco - os outros que lutem, quem é que me paga o dia, não era um eram quinze, só se fizerem todos(?).

Muitos estiveram em piquetes: junto das fábricas, das câmaras municipais, dos hospitais, dos centros de saúde, das estações ferroviárias e rodoviárias para convencer os seus colegas, para demonstrar que é possível não ficar resignado, que é possível resistir ao medo de perder o emprego, que é possível manter a dignidade e não se conformar com os salários de miséria que lhes são impostos, que é possível não desbaratar tudo aquilo que foi ganho pelas gerações mais velhas em condições duríssimas de repressão.

Muitos mostraram uma grande coragem. Alguns, pela primeira vez, outros mesmo em situação precária deram a cara nos seus locais de trabalho - na UNICER, na COMPAL, na Mitsubishi, na SONAE, na TEGAEL, na MARTINFER, na JOÃO de DEUS, na POSTEJO, na Rodoviária, na EMEF, nos serviços públicos, nos hospitais e nos centros de saúde.

Muitos estiveram solidários com a greve: nas micro e pequenas empresas, no pequeno comércio, através da presença nas manifestações, exibindo a indignação com a perda de direitos, no trabalho, na saúde, na educação, no poder local.

Muitos são desempregados com a pesada tarefa do carregar o vazio do futuro, conscientes de que só resistindo e lutando demonstram que a "inevitabilidade" é uma mentira, que este pais tem futuro, que é para os novos e para os velhos.

Os trabalhadores e o povo português mostraram nesse dia que a única inevitabilidade é a luta face à brutalidade dos ataques do Governo! Muitos fizeram frente! Muitos derrotaram o medo! Foi uma Grande Greve Geral!

PS/ Ver video AQUI.

 

Lily Nóbrega, sindicalista



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