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O Tribunal de Santarém teve mão pesada para um grupo que vendia droga à porta de várias escolas em Santarém, entre as quais a Sá da Bandeira e a Ginestal Machado, mas também junto ao Hospital e em parques de estacionamento de hipermercados, entre outros locais.

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O cabecilha do grupo, de 39 anos, foi condenado a oito anos de prisão pelo crime de tráfico de estupefacientes, ao passo que outros dois arguidos vão cumprir cinco anos e seis meses e dois anos e seis meses, respetivamente, este último por já ter antecedentes criminais.
A companheira do principal arguido, de 28 anos, foi condenada a cinco anos de prisão, em pena suspensa, e uma filha, de apenas 18 anos, foi também condenada a quatro anos e seis meses, igualmente suspensos.
Segundo o acórdão, a que a Rede Regional teve acesso, o tribunal deu como provado que as mulheres faziam o “trabalho de secretariado”, ao receber chamadas de clientes à procura de droga, e a anotar as quantidades e marcar locais de encontro.
No rol de arguidos condenados, estão ainda dois homens, de 25 e 46 anos, ambos condenados a três anos e seis meses, em pena suspensa.
O grupo foi capturado na sequência de uma investigação da PSP de Santarém, que culminou numa operação que envolveu buscas domiciliárias a todos os então suspeitos, em maio de 2018.
Apesar de comunicarem em código entre si, com nomes próprios para cada tipo de droga, as escutas telefónicas permitiram à polícia perceber a hierarquia e o funcionamento deste grupo, que traficava heroína, cocaína e haxixe.
Quatro dos arguidos já tinham antecedentes criminais, por crimes como tráfico, condução sem habilitação legal, roubo, furto qualificado e até violência doméstica, no caso de um deles.



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