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Crime ocorreu na casa da idosa, perto do cemitério de Santarém

O Tribunal de Santarém condenou a 8 anos de prisão o jovem que espancou violentamente a avó e uma vizinha que foi em seu socorro, na sequência de um simples pedido para ter cuidado com roupa que estava passada a ferro.

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O arguido, de 25 anos, foi condenado a 7 anos e 6 meses por um crime de ofensa à integridade física qualificada cometido sobre a avó, de 81 anos, que ficou em coma na sequência das agressões, e apanhou 1 ano e 6 meses por ofensa à integridade física simples na pessoa da vizinha, que quase perdeu o olho esquerdo em consequências dos murros que levou.
O coletivo de juízes decidiu fixar uma pena única de 8 anos, em cúmulo jurídico, tendo levado em conta cadastro do arguido, onde constam três condenações anteriores também por ofensa à integridade física, uma delas grave.

Agressão violenta teve origem em motivo absurdo
Os factos remontam à madrugada de 11 de outubro de 2018, quando o arguido, sob o efeito de álcool e drogas leves, foi bater à porta da avó paterna, que residia junto ao cemitério de Santarém.
Ao entrar, foi deitar-se num quarto onde estava roupa passada a ferro, que começou a espalhar e mandar para o chão sem razão aparente.
Ao ser avisado pela idosa para ter cuidado, o jovem reagiu a murro e pontapé, e dizendo que a ia matar.
Os gritos de socorro da avó foram ouvidos pela vizinha do lado, que acorreu em seu auxílio e acabou espancada com grande violência à porta do apartamento, de onde o arguido fugiu após as agressões.
Entre outras lesões, a idosa sofreu um traumatismo craniano que a deixou em estado vegetativo até à data da sua morte, a 29 de maio de 2019.
Neste julgamento, o neto não foi responsabilizado pela sua morte, foi condenado apenas pela agressão.
Segundo o Relatório Social que consta do Acórdão, a que a Rede Regional teve acesso, o arguido sempre demonstrou ter uma personalidade bastante violenta, que se agrava quando consome álcool em excesso ou drogas.
Em Tribunal, reconheceu mesmo perante o coletivo de juízes que fica bastante “agressivo e impulsivo”.
Sob o caso em julgamento, o jovem afirmou não ter qualquer memória de ter agredido a avó e a vizinha, uma vez que chegou a casa bastante alcoolizado.
Segundo o seu depoimento, só soube no dia seguinte, ao falar com um tio, mas não se recorda dos factos.
O arguido, que já estava colocado em prisão preventiva no Estabelecimento Prisional de Leiria desde a data da sua detenção, foi ainda condenado a pagar duas indemnizações cíveis, uma de 30.600 euros ao Hospital São José, e outra de 4.500 euros ao Hospital de Santarém.

 



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